Educacional

Concurseiro e concursando

Além de concurseiro” e concursando”, Juliana e demais leitores, há uma terceira palavra que pode designar a pessoa que estuda para concursos: concursista”. Dependendo da estratégia, ele pode abandonar uma matéria por inteiro, e não marcar os gabaritos na folha de respostas para não correr risco de errar muitas questões e ter a sua pontuação muito penalizada, como já aconteceu comigo em uma prova de Auditor do Tribunal de Contas do Distrito Federal, na qual as penalizações pelos erros na matéria de Economia me prejudicaram bastante.

Nosso objetivo é proporcionar àqueles que pretendem ingressar na magistratura trabalhista um canal de estudos avançados, que permita a união de conhecimentos teóricos e práticos e real dimensionamento e aplicabilidade das mais diversas teorias jurídicas, tudo sob a orientação de professores altamente especializados em concursos trabalhistas, entre eles professor Daniel Lisboa, aprovado em 5 dos 6 concursos para a Magistratura do Trabalho que prestou.

Por outro lado, se bacharel em direito leva a vantagem nas disciplinas de legislação, constitucional e administrativo (e outras jurídicas, se tiver), perde em matemática e raciocínio lógico (e outras disciplinas exatas), visto que não estão presentes no currículo da faculdade e quem é recém formado no nível médio pode estar quente” ainda quanto a estas matérias.

A missão do treinamento pode ser descrita como uma atividade que visa: ambientar os novos funcionários; fornecer, aos mesmos, novos conhecimentos; desenvolver comportamentos necessários para bom andamento do trabalho e, atualmente vem tendo a sua maior missão que é de conscientizar os funcionários da importância de auto-desenvolver-se e de buscar aperfeiçoamento contínuo.

Não é nosso objetivo julgar como são realizadas as provas e exames, até porque não vislumbramos um modelo praticável na visão de Streck (e que também não oferece uma solução), mas elas estão aí selecionando candidatos para bem ou para mal e ninguém ficará eternamente se preparando com a leitura de notas de rodapé, citações em alemão, francês e italiano.

Ontem disse isso para uma amiga concurseira, que preferia ter passado ou não passado de uma vez ao invés de ficar nessa situação de incerteza, dependente da boa vontade de uma banca examinadora que irá analisar com lupa meus argumentos de que mereço alguns décimos de pontos a mais, convencê-los de que não corrigiram direito minhas respostas, convencê-los de que estão errados em querer me tirar dessa corrida.

Quando se promove concurso para provimento de cargos ou empregos públicos vagos, a Administração Pública tem dever de preencher todas as vagas previstas no edital, segundo a ordem de classificação dos aprovados, porquanto, ao prever vagas, a Administração Pública, implicitamente, revela a necessidade de recursos humanos e disponibilidade orçamentário-financeira para realizar as contratações.

Não tive dúvidas e a partir de então comecei a estudar com material do preparo jurídico para as primeiras fases dos demais concursos e passando a obter êxito na prova do TRT 1, pelo que mais uma vez investi nas rodadas de preparação para a 2ª fase, agora com Professor Felipe Bernardes, com comentários e análises bem aprofundadas, que também contribuiu muito para aprimoramento de minhas respostas, muito embora não tenha obtido êxito nesse concurso.

A decisão atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que sustentou que, apesar de reservar vagas para pessoas com deficiência, edital divulgado pela PF na prática, frustra a concretização desse direito, uma vez que está explicito nas disposições que não haverá adaptação do exame de aptidão física, do exame médico, da avaliação psicológica ou do Curso de Formação Profissional às condições do candidato, com deficiência física ou não.

Putz, deveria já existir uma lei que determinasse que se a banca ferrou com um concurso público, que repasse ao órgão ou entidade que está realizando concurso valor auferido com recebimento das taxas de inscrição num prazo, digamos, de 30 dias e que esse órgão ou entidade use a grana apenas e tão somente para contratar outra organizadora num prazo de, digamos também, 60 dias!